Introdução à teoria biopolítica (Michel Foucault)

    • Foucault detecta que teríamos políticas de estado que estariam ligadas 
    • Surgem políticas de incentivo da natalidade e controle da mortandade 
      • Foucault reflete sobre a violência do estado para estabelecer essas políticas públicas 
    • Ele percebeu que a mortandade na vida das famílias era variada, mas em uma macropolítica os números são estáveis. Da mesma forma, ele percebeu que todo ano o número de crianças que nasciam eram mais ou menos ou mesmos 
    • Foucault então descobre, sem querer, a estatística 
    • Daí vem o nome biopolítica, pois está ligado à vida humana 
    • Quanto mais população, mais impostos, mais exércitos 
    • Conceitos de “biopolítica”e “biopoder”
    • A biopolítica pensa o coletivo, a população, o povo, a massa de indivíduos entendida como um corpo único 
    • Apresentação histórica do conceito de população 
    • A diferença entre poder disciplinar e o biopoder
    • A guerra das raças e a guerra interna de um povo: “racismo de estado
      • Na Europa havia a guerra entre as raças, havendo um ódio racial, o estrangeiro era o inimigo
      • “Guerra dos povos” 
      • Foucault mostra uma redefinição eugênica dentro dos países. Vai aparecer um desenvolvimento ideológico que vai incentivar politicas públicas: para o meu povo ser mais forte eu preciso eliminar o meu próprio povo quando ele é debilitado ou mais fraco, alcançando, assim, uma população mais forte 
      • Na mentalidade da época, uma característica da pessoa seria passada para seus filhos, sendo preciso eliminá-la para que ela não passasse suas características para frente 
      • Começa a se desenvolver um preconceito de que a economia não estaria bem devido aos alcoólatras, as pessoas que não trabalham etc 
      • Daí se inicia o racismo de estado 
      • Passa-se da guerra das raças, para a guerra interna de um povo, gerando o racismo de estado que ocorre sobretudo com os pobres, gerando uma engenia, eliminando-se todas as cargas genéticas negativas 
      • Ocorre contra grupos sociais específicos 
      • Foucault chama de racismo, pois tem a mesma característica, é uma ficção, as pessoas não são pré-determinadas por raças 
  • Sob o ponto de vista científico, não existem raças humanas, todos temos o mesmo renome. Mas, é possível falar em raça sob o ponto de vista cultural 
      • Esse racismo étnico apareceu na colonização 
      • A mecânica da colonização é uma lógica evolucionista, de superioridade étnica e, nesse contexto que aparece o discurso do racismo 
      • Como se um povo estivesse atrasado no tempo em relação a outro povo 
      • A raça vai se tornar um discurso fundamental para o processo de colonização, pois era preciso dizimar raças, escravizar… 
      • Era preciso construir um discurso étnico para que isso fosse possível 
      • A crença era que a violência era congênere ao povo negro, por exemplo 
      • O racismo é que possibilitou a colonização e cresceu por todo o Mundo 
    • O texto de Foucault está focado do racismo de estado 
      • O racismo de Estado não esta focada nas raças, é um racismo interno, focado no aprimoramento genético daqueles que teriam genes atrasados, é um racismo impregnado a uma matriz genética 
      • Então era preciso, dentro de uma mesma raça, cuidar geneticamente desta raça
      • Era preciso cuidar para que uma raça viva, mas para isso era preciso deixar que certas pessoas morressem 
      • O racismo de estado não é étnico, pois ocorre dentro de um mesmo corpo étnico 
      • Foucault diz que é preciso construir uma cisão, uma fratura, uma fragmentação do corpo social 
      • Aciona-se um mecanismo social, para construir um discurso de legitimação da violência do Estado ou da própria população 
        • As identidades dos grupos que representam ameaças serão homogeneizadas, estigmatizadas, generalizadas
          • Ex: todo nazista age assim, “bandido bom é bandido morto”, todo baiano é preguiçoso
      • Quando mais racista é um país, mais assassino ele é e mais suicida ele é
      • A morte dos outros é o fortalecimento da raça 
        • Morte não seria só matar, é também prender, marginalizar 
    • Esses movimentos autoritários compreenderam que era possível construir essa lógica do fanatismo  
        • Mobilização permanente 
      • É preciso manter as pessoas dentro da mobilização, mantendo o fanatismo acionado 
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